São Paulo, Lucas Morais da Silva, o filho mais velho do motorista de aplicativo Ornaldo Silva, morto no acidente de trânsito provocado pelo empresário Fernando Sastre (foto em destaque), em março de 2024, testemunhou no julgamento do caso, nesta quarta-feira (28/10), no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Ele afirmou que não consegue mais trabalhar com os aplicativos depois da morte do pai e que a punição de Sastre deve ser um “recado para a sociedade”.
Com 30 anos, Lucas relatou que, no dia do acidente, “passou um filme na cabeça” de tudo que ainda queria fazer com o pai. Ele lembrou que Ornaldo estava bem de saúde, era um homem trabalhador e saudável. Segundo ele, ninguém conseguia acreditar no que aconteceu.
“Eu caí no chão, meu óculos quebrou. O segurança do hospital veio me ajudar, mas fiquei em estado de choque com a notícia. Como se uma parte de mim tivesse acabado ali naquele momento”, lamentou perante o júri.
Na madrugada de 31 de março de 2024, Ornaldo da Silva Viana, de 52 anos, dirigia seu Renault Sandero pela Avenida Salim Farah Maluf, no bairro do Tatuapé, zona leste de São Paulo, quando foi atingido por um Porsche 911, em alta velocidade. O motorista de aplicativo foi levado às pressas ao Hospital Municipal do Tatuapé, mas sofreu uma parada cardiorrespiratória e morreu.
O motorista do outro carro era o empresário Fernando Sastre, que havia bebido momentos antes e apresentava sinais de embriaguez, segundo o relato de um amigo.
