A Justiça de São Paulo aceitou o pedido de recuperação judicial da rede de móveis Marabraz. A decisão, publicada nesta terça-feira, 27, permite que a empresa negocie suas dívidas enquanto busca reorganizar as finanças e manter as operações. O grupo estima débitos de aproximadamente R$ 140 milhões.
A decisão concede proteção contra execuções de dívidas abrangidas pelo processo por 180 dias. Nesse período, ficam suspensas medidas como penhoras e outras ações judiciais que possam comprometer o patrimônio das empresas incluídas na recuperação.
Marabraz: plano em 60 dias
A Marabraz terá 60 dias para apresentar um plano de recuperação aos credores. A juíza também determinou que documentos exigidos pela Justiça sejam complementados em até 15 dias.
Seis empresas ligadas à rede poderão conduzir o processo em conjunto. A magistrada, porém, negou, por enquanto, o pedido de consolidação patrimonial, que permitiria tratar bens e dívidas das companhias como um único conjunto. Assim, cada empresa deverá manter separados seus ativos e passivos.
A Deloitte foi nomeada administradora judicial para acompanhar o processo, verificar os créditos dos credores e fiscalizar as informações financeiras das empresas. A varejista atribui suas dificuldades, entre outros fatores, aos juros elevados e a conflitos societários e familiares que teriam restringido o acesso ao crédito.
O modelo de negócios da rede utilizava imóveis da família controladora como garantia para empréstimos bancários.
