O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, associou nesta 4ª feira (28.out.2026) o aumento dos relatos de assédio eleitoral ao discurso político da família Bolsonaro. Segundo ele, manifestações de ódio e preconceito estimuladas por integrantes da família teriam influenciado empresários a retaliar trabalhadores depois da eleição presidencial.
A declaração foi dada durante coletiva em Brasília, convocada depois de apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) e Flávio Bolsonaro (PL) iniciarem uma campanha de boicote a trabalhadores e empresários identificados como eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Essa família que está fugindo quase toda para os Estados Unidos estimulou muito ódio, muita raiva, muito preconceito”, afirmou Marinho, em referência à família Bolsonaro.
O ministro disse que alguns empresários teriam reproduzido esse comportamento nas relações profissionais, pressionando trabalhadores por causa de suas escolhas políticas.
“Alguns empresários, levados no calor dessas lideranças, acabam extrapolando na sua relação profissional”, declarou.
Marinho afirmou que empresas não podem transformar divergências eleitorais em ameaças, demissões ou outras formas de discriminação.
A associação entre o discurso da família Bolsonaro e os episódios de assédio foi feita pelo ministro. Ele não apresentou, durante essa declaração, dados que permitissem estabelecer uma relação causal entre as manifestações políticas citadas e o aumento dos relatos.
