O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou, nesta quarta-feira, 28, o arquivamento de uma investigação conduzida anteriormente por Alexandre de Moraes contra a governanta Flávia Magalhães. Na mesma decisão, o magistrado revogou as medidas cautelares impostas à investigada, incluindo uma ordem de prisão preventiva expedida em dezembro de 2023.
A determinação atende a um pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR), que apontou a fragilidade das provas reunidas ao longo de mais de três anos de investigação. Conforme o Ministério Público Federal, não foram encontrados elementos suficientes para demonstrar a participação de Flávia em grupos organizados ou esquemas de financiamento de desinformação.
Brasileira com cidadania norte-americana, Flávia vive nos Estados Unidos há mais de duas décadas, onde trabalha como governanta. Ela passou a ser investigada em junho de 2023, por publicações nas redes sociais com críticas a Moraes e ao STF. Em uma das mensagens, afirmou que o ministro havia visitado Marcola, líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), na prisão. O magistrado classificou o conteúdo como fraudulento e determinou o bloqueio de seu perfil no X.
O procedimento estava relacionado ao Inquérito das Fake News, instaurado em 2019. Durante as apurações, Moraes determinou o bloqueio de perfis nas redes sociais, a restrição dos passaportes brasileiros da investigada e, posteriormente, sua prisão preventiva.
