Após se aproximar de R$ 5,40 no início da tarde, com investidores de olho em rumores sobre medidas do governo Lula para incrementar a arrecadação, o dólar à vista perdeu fôlego na última hora de negócios desta quarta-feira (28), alinhado ao movimento global da moeda americana, e encerrou a sessão em leve baixa, na casa de R$ 5,34.
As taxas dos Treasuries curtos e o dólar lá fora viraram para o campo negativo no fim da tarde, em meio a declarações do presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, sobre a existência de um “consenso esmagador” de que as medidas monetárias estão começando a surtir efeito. O crescimento mais robusto da economia dos EUA não está provocando aceleração inflacionária, pontuou.
Depois de o Fed, como esperado, manter a taxa básica de juros, com dois votos dissidentes a favor de uma alta de 0,25 ponto porcentual, Warsh disse que as próximas semanas trarão mais clareza sobre as variáveis econômicas. O chairman também anunciou uma mudança no calendário de decisões de política monetária em 2027, com uma das oito reuniões dedicada apenas ao debate de estratégias, sem decisão sobre a taxa de juros.
Para o economista sênior Christoph Balz, do alemão Commerzbank, Warsh não deu uma explicação “clara” para a decisão do Fed de manter a taxa de juros, apesar do crescimento forte e da inflação alta. “O argumento de que é preciso obter mais informações antes do próximo encontro não é muito convincente”, afirma Balz.
