O senador Flávio Bolsonaro (PL) comparou sua saída do Brasil à de opositores do governo venezuelano, como Juan Guaidó e Edmundo González, e afirmou que pretende liderar a oposição brasileira dos Estados Unidos. A declaração consta em carta divulgada nesta 4ª feira (28.out.2026), 3 dias depois de sua derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no 2º turno das eleições. Leia íntegra atualizada (PDF - 496 kB).
No documento, Flávio cita Guaidó e González como exemplos de políticos que deixaram seus países por perseguição. Também menciona María Corina Machado, Rui Barbosa, Charles de Gaulle e José Martí. “Não sou o 1º a ter que lutar pelo próprio país longe dele”, afirma.
Veja o recorte completo da fala de Flávio:
A comparação com a oposição venezuelana já havia sido feita na 3ª feira (27.out) pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), aliado de Flávio, que associou a situação do candidato derrotado à de María Corina Machado, uma das principais lideranças oposicionistas da Venezuela.
Flávio afirma que deixou o Brasil com a família por receio de perseguição judicial e agradece ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por acolhê-los.
“Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil”, declara.
O senador também se apresenta como o “verdadeiro presidente eleito do Brasil” e volta a alegar fraude na votação de domingo (25.out), sem apresentar provas.
