O rei Charles III reconheceu na terça-feira (27) as injustiças da escravidão, afirmando que os líderes da Commonwealth (aliança voluntária formada atualmente por 56 países) discutirão o assunto em sua cúpula na próxima semana.
A reunião acontece em meio a demandas cada vez mais expressivas do Caribe para que o Reino Unido pague reparações por seu papel no comércio de escravos.
Em um discurso nas Bahamas, no início de uma turnê pelo Caribe, Charles disse que era “justo” reconhecer “o grande sofrimento e as injustiças do passado nessas ilhas e em outros lugares”.
Suas declarações antecedem a Reunião de Chefes de Governo da Commonwealth em Antígua e Barbuda na próxima semana, onde se espera que os líderes caribenhos pressionem por reparações pela escravidão e pelo colonialismo.
Charles acrescentou que algumas das coisas que há de “melhor” na cultura bahamense atual, “as mais alegres, as mais esperançosas, as mais brilhantes”, “nasceram da escuridão”.
Charles visitará as Bahamas e a Guiana antes de viajar para Antígua e Barbuda, onde se encontrará com sua esposa, a rainha Camilla, para a cúpula bienal da Commonwealth, organização composta por 56 nações, a maioria das quais ex-colônias britânicas.
A questão das reparações ganhou força em todo o Caribe nos últimos anos. No mês passado, a Caricom, o bloco regional, afirmou que desejava incluir o assunto na agenda da cúpula.
