Ao afirmar que pretende liderar a oposição brasileira a partir dos Estados Unidos, Flávio Bolsonaro (PL) remete à estratégia de Juan Guaidó, que se autoproclamou presidente interino da Venezuela em janeiro de 2019. Naquele ano, o governo norte-americano reconheceu Guaidó como líder legítimo venezuelano e bloqueou ativos do governo de Nicolás Maduro.
Na primeira versão de uma carta divulgada nesta quarta-feira (28/10), Flávio se apresentou como “o verdadeiro presidente eleito do Brasil”. Na versão atualizada, retirou a expressão e passou a se definir como “líder do Brasil”.
Flávio citou os opositores venezuelanos Edmundo González e María Corina Machado. Na carta, pediu à comunidade internacional que não normalize o que classificou como perseguição política no Brasil e afirmou que pretende mobilizar a oposição por meios “pacíficos e legítimos”.
