A então diretora-executiva de Controle e Riscos do Banco de Brasília (BRB), Luana de Andrade Ribeiro, relatou pressão hierárquica, falta de documentação e R$ 1,1 bilhão em créditos atrasados ao discutir operações com o Banco Master, mas informou ter aprovado o parecer relativo à cessão.
Em conversa reproduzida em relatório da Polícia Federal (PF), ao qual Oeste teve acesso, a executiva afirmou:
“Tô fingindo demência com o chefe. Pra ele parar de brigar”.
A conversa ocorreu em 12 de fevereiro de 2025, entre Luana e Dario Oswaldo Garcia Júnior, então diretor de Finanças do BRB.
“Fomos rodar a provisão de janeiro e tem 1,1 bi com atraso acima de 15 dias”, afirmou Luana, conforme a transcrição apresentada pelos investigadores. A mensagem tratava de operações do CredCesta.
Na mesma conversa, a diretora registrou outra pendência: “Não recebemos a averbação”. Ao descrever as condições em que realizava a análise, escreveu: “Tô (sic) fazendo na confiança”.
Operação virou ‘colcha de retalhos’
A averbação é o registro que vincula o empréstimo ao desconto em folha. No relatório, a PF associou a falta dessa documentação à impossibilidade de confirmar uma característica essencial dos créditos adquiridos pelo banco público.
