A cúpula do Master decidiu reduzir alertas internos e não comunicar ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) as operações suspeitas que envolviam a Tirreno, empresa vinculada às carteiras vendidas ao Banco de Brasília (BRB).
A conclusão consta de um relatório que a Polícia Federal (PF) enviou ao Supremo Tribunal Federal (STF), nesta quarta-feira, 28.
De acordo com a investigação, a decisão foi tomada em reunião do Comitê Operacional de Prevenção à Lavagem de Dinheiro e ao Financiamento do Terrorismo, em 4 de julho de 2025.
Os alertas apontavam movimentações incompatíveis com o perfil da empresa e valores elevados, além do uso de uma estrutura considerada atípica pela própria área de controle.
Entre os integrantes com direito a voto estavam Alberto Félix de Oliveira Neto, da Superintendência de Tesouraria; Luiz Bull, da Diretoria de Gestão de Riscos e Controles Internos; e Angelo Ribeiro da Silva, da Diretoria de Contabilidade.
O superintendente de Compliance e Prevenção à Lavagem de Dinheiro, Fábio de Souza Castanheira, participou como relator, sem direito a voto.
Em documento encaminhado à PF pelo liquidante do Master, ele atribuiu exclusivamente aos membros votantes a decisão de baixar os alertas.
A deliberação, segundo a PF, teve como fundamento as informações fornecidas por Alberto Félix e um contrato de parceria firmado pela diretoria do banco. O comitê também aprovou as movimentações financeiras.
