A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) condenou, por unanimidade, nesta terça-feira, 27, o ex-diretor internacional da Petrobras Nestor Cerveró a pagar multa de R$ 16,1 milhões e ficar 15 anos impedido de exercer cargos de administrador ou conselheiro de companhias abertas. A decisão trata de irregularidades na compra da refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos.
Segundo o relator, João Accioly, Cerveró recebeu US$ 2,5 milhões em vantagens indevidas na operação. O presidente da CVM, Otto Lobo, e a diretora Marina Copola acompanharam o voto.
A comissão reconheceu a prescrição das acusações administrativas contra dez ex-integrantes da Petrobras, entre eles Dilma Rousseff, então presidente do Conselho de Administração, e José Sérgio Gabrielli, ex-presidente da estatal.
O processo também beneficiou Almir Barbassa, Renata de Souza Duque, Guilherme Estrella, Ildo Sauer, Antônio Palocci Filho, Cláudio Haddad, Fábio Barbosa e Gleuber Vieira. Já a morte de Paulo Roberto Costa, em 2022, extinguiu o processo contra ele.
Compra de Pasadena
A investigação começou em 2014, com base em informações de uma comissão interna da Petrobras e em apurações da Operação Lava Jato. A acusação sustentou que Cerveró e Costa receberam propina e que outros diretores e conselheiros não adotaram os cuidados necessários na aprovação do negócio.
A compra foi aprovada em fevereiro de 2006.
