O ex-ministro Aldo Rebelo criticou nesta quarta-feira, 28, a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de determinar a apreensão do passaporte do senador Flávio Bolsonaro (PL), que está nos Estados Unidos.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Rebelo saiu em defesa do parlamentar e questionou a atuação da Justiça brasileira. "Flávio acaba de ser votado por 60 milhões de brasileiros. É um senador no exercício do mandato. Não tem nenhuma condenação transitada em julgado, nenhuma."
Para Aldo Rebelo, tratamento desigual
Para o ex-ministro, a medida representa uma arbitrariedade, sobretudo diante da votação recebida pelo senador e das prerrogativas do mandato parlamentar. Rebelo também chamou a atenção para o momento em que a ordem teria sido determinada.
"É personalidade política do Brasil, acabou de ter a votação de quase metade do país. É detentor de um mandato que concede imunidade como senador federal", declarou. Segundo ele, a ordem foi dada sete minutos depois do resultado eleitoral, quando Flávio visitava o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
"Isso é uma brutalidade, isso é uma violência absurda", disse o ex-ministro, que voltou a criticar a atuação do Supremo. "Absurdo", repetiu. Rebelo também apontou o que considera tratamento desigual da Justiça ao comparar o caso com os processos que envolvem Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro.
"Lula foi para a prisão com uma decisão em segunda instância.
