Após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, uma disputa interna no PT ganhou força em torno da chefia da Casa Civil. De acordo com o analista de política Matheus Teixeira, duas alas do partido, uma ligada ao Sudeste e outra ao Nordeste, travam uma acirrada batalha por espaço no novo governo.
De um lado, Fernando Haddad (PT-SP) surge como nome de confiança de Lula para o cargo. Apesar de não ter obtido um bom resultado na disputa pelo governo de São Paulo, Haddad mantém proximidade com o presidente eleito.
“Ele foi ministro da Educação por muitos anos e também ministro da Fazenda, teve o trabalho bem avaliado pelo presidente Lula e sempre foi apontado como um possível sucessor, tanto que ele foi o candidato em 2018, quando Lula estava preso”, contextualizou Teixeira durante o CNN 360º desta quarta-feira (28).
Análise: Governo teme que fuga de Flávio sequestre agenda
Ajuste fiscal é necessário e temos "gordura" para cortar, diz Tebet
Reeleição de Lula mobiliza esquerda internacional; entenda
Por outro lado, Camilo Santana (PT-CE) emerge como alternativa, representando a ala nordestina do partido. O senador ganhou destaque ao lado de Lula, especialmente no segundo turno das eleições, após conseguir reeleger o candidato do PT no Ceará, Elmano de Freitas.
Junto a ele, Rafael Fonteles, governador do Piauí, também se fortaleceu nesse período, ampliando a pressão do Nordeste por maior representatividade no novo governo.
