Os focos de doença de Newcastle identificada pelo governo em granjas comerciais de Santa Catarina não vão afetar as negociações com a União Europeia para o Brasil voltar a exportar para o bloco.
Embora o estado seja um importante fornecedor de aves no mundo e, antes das restrições, um dos maiores exportadores para a UE, a doença não tem relação com a sanção aplicada pelo bloco europeu.
Segundo o secretário da SCRI (Secretaria de Comércio e Relações Internacionais) do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), Augusto Billi, a UE normalmente restringe apenas a área afetada pela doença.
“A Newcastle, terminando os focos, terminam as restrições [dos países]. Normalmente, a UE restringe só a área restrita para Newcastle. Portanto, não mudam as questões relacionadas aos antimicrobianos”, afirmou à reportagem.
Ainda assim, o impacto econômico pode ser relevante aos produtores do estado. Segundo dados do Agrostat (Estatísticas de Comércio Exterior do Agronegócio Brasileiro) do Mapa, o estado exportou para a UE em 2025 55.501 toneladas de aves com movimentação financeira em US$ 223.629, ficando apenas atrás do estado de São Paulo.
Até o momento, o governo brasileiro registrou três granjas comerciais em Santa Catarina que tiveram casos confirmados de doença de Newcastle em aves. O primeiro foco foi confirmado em 18 de outubro, no município de Nova Itaberaba, em um criadouro de perus.
