A defesa de Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master, chamou de “ato açodado e afoito” o indiciamento feito pela Polícia Federal, nesta quarta-feira (28/10).
A PF indiciou Vorcaro por gestão fraudulenta, prestação de informação falsa, fraude, organização criminosa com papel de liderança e participação de funcionário público e lavagem de dinheiro. O relatório parcial apontou fraude envolvendo R$ 12,2 bilhões pagos pelo Banco de Brasília (BRB) ao Banco Master por carteiras de crédito supostamente inexistentes.
Em nota divulgada após o indiciamento, a defesa de Vorcaro afirmou que o relatório parcial da PF “antecipa conclusões que a própria investigação admite ainda não ter alcançado”, como “inexistência de prejuízo ao BRB, lavagem de dinheiro sem rastreamento de recursos”. O comunicado também destacou “depoimento que não vazou” sobre operações com o BRB.
“No mesmo documento em que indicia, a autoridade policial pede ao Supremo Tribunal Federal mais 60 dias para prosseguir nas apurações. Reconhece que exames periciais seguem ’em elaboração’, que parte do material apreendido não foi analisada e que pessoas relevantes sequer foram ouvidas. Indicia-se primeiro para investigar depois”, afirmou a defesa.
Os advogados do dono do Master afirmam que não há “prova técnica de fraude ou de prejuízo”, dizem que o indiciamento não se sustenta e defendem arquivamento do inquérito relativo às operações entre o Banco Master e o BRB.
