Após um início de sessão relativamente calmo, as taxas dos DIs de longo prazo ganharam força no fim da manhã desta quarta-feira (28) e se firmaram em alta, na esteira da aceleração dos rendimentos dos Treasuries no exterior e do noticiário político brasileiro.
Profissionais ouvidos pela Reuters afirmaram que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e seus desdobramentos, incluindo a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) para os EUA, mantiveram o mercado sensível e sujeito à volatilidade.
No fim da tarde, a taxa do DI (Depósito Interfinanceiro) para janeiro de 2028 estava em 14,385%, praticamente estável ante o ajuste de 14,381% da véspera. Já a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 15,12%, com alta de 21 pontos-base ante 14,907%.
Na segunda-feira as taxas dispararam mais de 250 pontos-base em alguns vencimentos, com os agentes reagindo negativamente à vitória de Lula sobre Flávio, o favorito da Faria Lima, na disputa eleitoral. Por trás do movimento está o receio de que, com Lula no Planalto, haja mais dificuldades para o equilíbrio das contas públicas.
Na terça-feira houve certo ajuste de baixa, com as taxas cedendo aproximadamente entre 30 e 40 pontos-base ao longo da curva.
Nesta quarta-feira as taxas alternaram altas e baixas mais cedo, mas no fim da manhã ganharam um impulso do avanço dos Treasuries antes da decisão sobre juros do Fed (Federal Reserve).
