A população de Israel foi às urnas na terça-feira (27) para eleger o novo Parlamento do país. As bocas de urna mostram um cenário de indefinição e que nem o bloco de Benjamin Netanyahu, o primeiro-ministro, nem o de Gadi Eisenkot, principal líder opositor, conseguirão maioria.
Esta foi a primeira votação após o ataque terrorista do Hamas de 2023, que desencadeou a guerra na Faixa de Gaza. Ela também acontece após conflitos no Líbano e contra o Irã.
Agora, os partidos políticos negociam e conversam entre si para tentar reunir uma coalizão que consiga formar um novo governo.
O próximo governo de Israel herdará a falta de confiança da população, um orçamento deficitário e o desafio de encerrar conflitos em andamento.
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Falta de confiança da população
O último relatório anual do Israel Democracy Institute, divulgado em dezembro de 2025, mostrou que apenas 29,5% dos israelenses consideram boa a situação do país.
A confiança da população nas instituições israelenses também é baixa: quase metade dos entrevistados (46,5%) disseram que seria melhor “desmanchar todas as instituições políticas do país e recomeçar do zero”.
