A Polícia Federal afirmou que o Banco de Brasília (BRB) confiou “cegamente” em planilhas elaboradas pelo Banco Master e “desembolsou bilhões de reais na aquisição de carteiras de crédito sem promover verificações mínimas acerca da origem, existência, validade e exigibilidade dos ativos negociados”.
A PF indiciou, nesta quarta-feira (28/10), 15 pessoas, incluindo Daniel Vorcaro e Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB, por gestão fraudulenta e outros crimes (veja lista abaixo).
Segundo as investigações da PF, o Master vendeu ao BRB ativos que somam R$ 17,5 bilhões, dos quais ao menos R$ 12,2 bilhões “correspondem a créditos comercializados sem a devida comprovação de sua existência”.
A corporação descreve que, de um lado, estava o Master “imerso em grave crise de liquidez, cujos diretores recorreram à manipulação de registros e bases de dados para representar, em planilhas eletrônicas do software Excel, créditos inexistentes”. Os créditos “ficticiamente representados nas planilhas serviram como base para a geração de Cédulas de Crédito Bancário (CCBs) desacompanhadas de documentação idônea apta a demonstrar a existência dos respectivos créditos subjacentes”.
