João Machado, economista sênior da S&P Global Market Intelligence, afirmou que o Brasil necessita de sinalizações mais concretas do governo sobre a sustentabilidade das contas públicas. A declaração foi feita nesta 4ª feira (28.out.2026), durante o Encontro Anual sobre Índices e ETFs no Brasil 2026, em São Paulo.
Segundo o economista, a situação fiscal será um dos principais desafios do próximo governo. “O mercado vai continuar acompanhando o que vai ser proposto a partir de agora e o que vai ser perseguido a partir do próximo ano. A gente precisa de uma mensagem um pouco mais concreta de como esses aspectos serão sanados, de como a gente pode criar uma trajetória mais sustentável, mais favorável para as contas públicas”, afirmou Machado.
Juros e ambiente externo
O Brasil chegou ao período de turbulência internacional com condições financeiras mais apertadas do que as de outros países emergentes. Para Machado, embora o Banco Central tenha encontrado margem para flexibilizar a política monetária, os novos riscos têm estreitado esse espaço progressivamente.
“A gente ainda vê uma margem para cima de flexibilização da taxa de juros, mas que vem sendo cada vez mais limitada”, afirmou.
O economista sintetizou o cenário internacional em 3 características: mais dividido, mais caro e mais incerto. Entre os fatores que explicam esse diagnóstico, o preço do petróleo ocupa posição de destaque nas projeções mensais da S&P.
