Senador Flavio Bolsonaro após visitar o pai preso na Superintendência da PF em Brasília, em 9 de dezembro de 2025
Reuters/Adriano Machado
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou que a proibição para o candidato derrotado nas eleições presidenciais, senador Flávio Bolsonaro (PL), deixar o país era medida "lógica e natural" da ordem de cancelamento e de entrega de passaportes determinada diante do "risco concreto de evasão do território nacional".
A afirmação consta em uma decisão assinada pelo ministro na segunda-feira (26), a que a reportagem teve acesso, após atender a um pedido da Polícia Federal (PF) e estabelecer a entrega e cancelamento dos passaportes de Flávio Bolsonaro.
No mesmo dia, Flávio Bolsonaro criticou a ordem para a entrega dos documentos e afirmou que não deixaria o país um dia após perder as eleições.
Flávio Bolsonaro não cumpriu o prazo de 24h para a entrega dos passaportes fixado na noite de domingo (25) deixou o país. A PF ainda apura as circunstâncias da saída.
No despacho, Moraes afirmou que as cautelares aplicadas a Flávio Bolsonaro eram apropriadas para a atual fase de investigação.
Proibição de Flávio Bolsonaro deixar o país era medida lógica após cancelamento do passaporte, diz Moraes
