Uma comissão de sete vereadores da cidade de São Paulo deve começar a avaliar na quinta-feira (29/10) um pedido de impeachment do prefeito Ricardo Nunes (MDB) protocolado um dia antes por três vereadores da bancada do PSol: Amanda Paschoal, Celso Giannazi e Silvia da Bancada Feminista.
Uma das alegações é o suposto descumprimento da decisão da Justiça Eleitoral que determinou a disponibilização de 100% da frota operacional de ônibus da capital paulista no domingo, data do segundo turno das eleições presidenciais. Passageiros de diversas regiões da cidade denunciaram demora do transporte coletivo.
Além disso, também é citada a denúncia de que o prefeito Ricardo Nunes convocou servidores comissionados para trabalharem pela campanha de Flávio Bolsonaro, a ponto de o Ministério Público do Trabalho (MPT) determinar que a prefeitura deveria enviar cartilha aos servidores informando sobre proibições relacionadas a assédio eleitoral - o que a gestão Ricardo Nunes só fez depois da eleição.
O regimento interno da Câmara diz que um pedido de impeachment deve ser lido na primeira sessão subsequente (logo, a desta quarta-feira) e despachada para avaliação de uma comissão especial eleita, composta por sete membros.
A leitura aconteceu logo no início da sessão desta tarde e a comissão já está formada por Luana Alves (PSol), Rubinho Nunes (União), Hélio Rodrigues (PT), Kenji Ito (Podemos), Major Palumbo (PP), Sandra Tadeu (PL) e
Sandra Santana (MDB).
