O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) informou nesta quarta-feira (28/10) que contabilizou 45 casos de violência políticacontra apoiadores do petista durante o contexto das eleições presidenciais deste ano. Entre as ocorrências, estão 10 mortes.
Segundo o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, a maioria dos crimes ocorreu após a proclamação do resultado das eleições, entre domingo (25/10) e segunda-feira (26/10). Os registros, no entanto, começaram no dia anterior ao pleito e se estenderam até terça-feira (27/10).
Entre as 10 vítimas de homicídio, três eram indígenas. Também foram registrados sete casos de atropelamento intencional; 14 de agressões físicas, espancamentos e esfaqueamentos; cinco de atentados com arma de fogo; cinco de coação contra povos indígenas; e seis de abuso policial.
Os estados com maior número de ocorrências foram, nesta ordem, Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina.
“Os casos envergonharam o Brasil desde o último sábado, com intensificação no domingo, e que ocorreram até ontem. Foram registros de casos de agressão, homicídio, ataques e atentados contra a vida das pessoas por conta da sua visão política. Mais especificamente de ataques que vieram de partidários e apoiadores do candidato derrotado Flavio Bolsonaro”, disse Boulos. “Não haverá impunidade nesses casos. Isso é inadmissível.
