A Associação de Mulheres Diplomatas Brasileiras (AMDB) enviará nesta quarta-feira (28/10) uma carta ao presidente Lula, reeleito no domingo para um quarto mandato, na qual pede que ele considere indicar uma mulher para chefiar o Ministério das Relações Exteriores.
Embora o documento não cite nomes, a ex-ministra do Planejamento Simone Tebet (PSB) desponta como uma das opções que reúnem maior consenso entre integrantes do Itamaraty, inclusive entre aqueles que não fazem parte da AMDB.
Integrantes do MRE argumentam que Tebet reúne atributos considerados estratégicos para o comando da pasta. Além de representar a possibilidade de uma mulher assumir o posto de chanceler, ela é vista como um nome capaz de estreitar os laços do Itamaraty com o agronegócio. Integrante de uma família tradicional do setor, Tebet nasceu em Mato Grosso do Sul, um dos principais estados produtores do país, onde também construiu sua trajetória política.
Outro fator considerado favorável à ex-ministra é o fato de ela não pertencer à carreira diplomática. Na avaliação de integrantes do ministério, a escolha de um nome com experiência política poderia facilitar as articulações em defesa dos interesses da pasta.
