A redução das renúncias fiscais do país é um dos principais caminhos defendidos por Simonte Tebet (PSB), ex-ministra do Planejamento e Orçamento, para ajustar as contas públicas.
“O Brasil lamentavelmente tem muita gordura pra cortar. O Brasil é o país dos desperdícios, é o país da corrupção, é o país de privilégios. Essa é uma frente que temos que enfrentar. Isso é suficiente? Não, mas tem muitas políticas públicas que eram necessárias e não são mais, como as renúncias fiscais”, pontuou em entrevista à CNN Brasil nesta quarta-feira (28).
“Trocar gastos ruins por gastos bons. Tirar políticas públicas que não são mais eficientes para comportar outras políticas públicas que foram prometidas e ninguém vai cometer estelionato eleitoral.”
Além de “ajustes finos” em cima de benefícios tributários e isenções considerados ineficientes, a ex-ministra apontou para a necessidade de se rever determinadas despesas e as regras do arcabouço fiscal adotado em 2023 pelo governo Lula.
A ex-ministra do Orçamento avaliou que, fazendo os ajustes necessários, o país pode atingir um superávit fiscal de valor equivalente a 2% do PIB (Produto Interno Bruto) em quatro anos.
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