De acordo com um levantamento feito pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), mulheres negras têm uma taxa de mortalidade por câncer de mama 3,8 vezes maior do que as mulheres brancas.
Os dados estão compilados na publicação Disparidades raciais na incidência do câncer de mama, lançado na sede do Inca nessa terça-feira (27/10), no Rio de Janeiro, durante um evento do Outubro Rosa.
Apesar de a incidência da doença ser maior em mulheres brancas, as negras apresentam índices mais elevados de mortalidade. Essa diferença pode estar relacionada às características biológicas dos tumores e também à desigualdade de acesso à saúde.
Para Márcia Sarpa, coordenadora de Prevenção e Vigilância do Inca, esta relação está ligada aos diagnósticos tardios. “O diagnóstico da doença em fase avançada é mais frequente entre as mulheres negras (60%) do que entre as mulheres brancas (50%)”, explica.
Segundo o levantamento, as mulheres negras têm maiores incidências do câncer de mama triplo-negativo, um subtipo considerado mais agressivo, de difícil detecção e tratamento, e com potencial de se espalhar para outras partes do corpo rapidamente.
