BRASIL - O senador Otto Alencar (PSD-BA), aliado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, defendeu nesta quarta-feira (28) o avanço de um projeto de anistia aos condenados pelos atos de 8 de janeiro de 2023, incluindo o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Otto também admitiu que já conversou sobre o tema com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). A discussão ocorre em meio às articulações para a reeleição de Alcolumbre ao comando da Casa.
Embora tenha afirmado que a proposta não seria direcionada especificamente a Bolsonaro, o senador reconheceu que a medida abrangeria todos os condenados pelos atos, o que incluiria o ex-presidente, condenado a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e que cumpre prisão domiciliar.
“Não é uma anistia à figura de Jair Bolsonaro, e sim a todos aqueles que estão respondendo a processos desde o dia 8 de janeiro (de 2023)”, afirmou Otto.
“São pessoas que tiveram penas que, segundo os seus defensores, estão bem acima do que se esperava. Não é só o Jair Bolsonaro”, acrescentou.
Anistia entra nas articulações pela presidência do Senado
A discussão sobre a anistia ocorre no contexto das articulações para a reeleição de Davi Alcolumbre à presidência do Senado. Para permanecer no cargo, ele precisa de pelo menos 41 votos.
A disputa deve ocorrer em uma Casa com maior presença da direita a partir de 2027.
