São Paulo, O Ministério Público do Trabalho (MPT) recebeu 134 denúncias de assédio eleitoral ocorridos em diversos municípios de São Paulo em apenas dois dias desde o fim do segundo turno das eleições, na noite do último domingo (25/10).
As ações englobam ameaças de demissão, dispensa sem justa causa, recusa de contratação ou qualquer outro tipo de retaliação motivada pelo voto político do empregado. As ações foram recebidas pelo MPT da 15ª Região, que abrange a região de Campinas, e pela Procuradoria Regional do Trabalho da 2ª Região (PRT-2).
Segundo a 15ª Região, foram registradas 80 denúncias somente nos últimos três dias. A região de Ribeirão Preto liderou a lista, com 23 ações, seguida por São José do Rio Preto (20), Campinas (9), Sorocaba (8), Bauru (7), Presidente Prudente (7), Araraquara (4), Araçatuba (3) e São José dos Campos (1).
Já o PRT-2 informou que fora registradas 54 denúncias sob sua jurisdição até a última checagem, feita por volta das 14h30. “O volume de denúncias está alto e a cada atualização há novos registros”, informou o órgão. Para denunciar casos de assédio eleitoral, é necessário acessar o site do MPT.
De acordo com o MPT, antes do segundo turno, o órgão já havia registrado 156 denúncias relacionadas a casos de assédio eleitoral na região metropolitana de São Paulo desde o início da campanha eleitoral, em 16 de agosto, até o dia 23 de outubro.
