A Rússia, maior exportadora mundial de trigo, recorreu pela primeira vez a uma rota marítima do Ártico, utilizada durante a Segunda Guerra Mundial, para exportar grãos, já que o conflito na Ucrânia paralisou o comércio no Mar Negro e as autoridades alertam para os riscos no Mar Báltico, controlado pela Otan.
A Rússia e a Ucrânia vêm atacando os portos e navios uma da outra desde o início da nova safra de grãos, em julho, paralisando o comércio agrícola do Mar Negro, outrora em franca expansão.
A Rússia, empenhada em manter seus principais clientes de grãos no Oriente Médio e na Ásia, buscou redirecionar as exportações para portos do Mar Báltico, subsidiando o transporte ferroviário a partir das férteis regiões do sul, mas também de olho nas oportunidades no Ártico.
O Porto Comercial de Murmansk e a Demetra Holding, uma das maiores empresas comerciais do país, informaram nesta quarta-feira que o primeiro carregamento de 3.400 toneladas métricas de grãos proveniente de “importantes regiões agrícolas” está sendo embarcado em um navio.
Murmansk, localizada a quase 2.000 km (1.240 milhas) ao norte de Moscou, perto da fronteira com a Noruega, pode ser acessada por águas neutras. Comboios aliados utilizaram o porto durante a Segunda Guerra Mundial para entregar mercadorias à União Soviética.
