Prédio do Federal Reserve dos EUA em Washington, EUA (maio/2020)
Kevin Lamarque / Reuters
O Federal Reserve (Fed), banco central dos Estados Unidos, manteve a taxa de juros do país inalterada na faixa de 3,75% a 4% ao ano. A decisão, anunciada nesta quarta-feira (28), veio em linha com as expectativas do mercado financeiro.
Na reunião anterior, em setembro, o Fed havia elevado os juros em 0,25 ponto percentual, na primeira alta em mais de três anos. Desde então, a disparada do petróleo em meio às tensões no Oriente Médio tem mantido as preocupações com a inflação no radar do BC americano.
A decisão também ocorre a poucos dias das eleições de meio de mandato, em 3 de novembro, que definirão o controle do Congresso dos EUA. O pleito acontece em meio à insatisfação dos americanos com a economia e o alto custo de vida, que têm pressionado o governo de Donald Trump.
➡️ A política de juros nos EUA tem reflexos no Brasil. Com as taxas em nível historicamente elevado, cresce a pressão para que a Selic, taxa básica de juros brasileira, permaneça em patamar alto por mais tempo, além de gerar efeitos sobre o câmbio. (leia mais abaixo)
Essa foi a 15ª decisão desde que Donald Trump assumiu como 47º presidente dos EUA, em 20 de janeiro de 2025.
