A Polícia Federal (PF) investiga as circunstâncias do descumprimento de ordens judiciais pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil, após ele não entregar os passaportes, comum e diplomático, no prazo determinado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Apesar das restrições impostas, a corporação afirma que o descumprimento, por si só, não caracteriza a condição de foragido e nem autoriza a realização de prisão.
Em nota divulgada no início da tarde desta quarta-feira (28/10), a PF informou que, no dia 25 de outubro, pediu ao STF a adoção de medidas cautelares contra o parlamentar, incluindo a apreensão de passaportes, a proibição de deixar o país e a restrição de contato com outros investigados.
Segundo a corporação, o pedido ocorreu após a identificação de risco de saída do Brasil por parte do senador.
As medidas foram solicitadas no âmbito do inquérito que investiga crimes de lavagem de dinheiro envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz.
Após a decisão judicial, ambos os passaportes emitidos pelo Brasil foram cancelados, e um alerta migratório foi inserido no sistema SONAR.
