São Paulo, O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) rejeitou um pedido do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto para colocar o processo sobre a morte da esposa, a soldado Gisele Alves Santana, em sigilo. Na solicitação, a defesa do oficial cita matérias jornalísticas e alega que ele teve o direito de imagem violado.
Acusado de feminicídio, o tenente-coronel detido no Presídio Militar Romão Gomes desde 18 de março, suspeito de assassinar a PM Gisele com um tiro na cabeça. Ele alega que a companheira cometeu suicídio.
Geraldo Neto argumentou que teve os direitos violados devido à exibição de trechos do interrogatório judicial em vestimenta carcerária, imagens de câmeras corporais, áudios da polícia e laudos periciais.
O tenente-coronel ainda pediu que a íntegra do conteúdo dos celulares apreendidos seja incluída no processo, solicitou um levantamento sobre casos de suicídio atendidos pelo Sargento Rodrigues, que atuou no socorro a Gisele, um ofício para investigar eventuais dívidas bancárias de Gisele e um ofício para informar a altura oficial da vítima com base na ficha funcional.
A policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, foi encontrada gravemente ferida na manhã de 18 de fevereiro, dentro do apartamento onde vivia com o marido no Brás, região central de São Paulo.
