O PT pretende recorrer à Justiça caso o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mantenha o registro de candidatura de Deltan Dallagnol (Novo), eleito senador pelo Paraná nas eleições de 2026. A informação foi relatada à coluna por uma fonte que acompanha as articulações em torno do caso.
A disputa gira em torno da aplicação da Lei da Ficha Limpa ao ex-procurador da Lava Jato. Em 3 de outubro, o ministro Floriano de Azevedo Marques indeferiu o registro de Dallagnol, sob o entendimento de que permanecia válida a inelegibilidade reconhecida pelo TSE em 2023. No dia seguinte, o presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu a decisão individual e restabeleceu provisoriamente o registro, deixando a análise definitiva para o plenário. Agência Brasil
A fonte ouvida pela coluna avalia que não há fundamento jurídico para reverter a decisão anterior que reconheceu a inelegibilidade de Dallagnol. Segundo ela, não teria surgido um fato novo capaz de modificar o entendimento adotado pela Justiça Eleitoral.
“Não faz o menor sentido reverter a decisão que determinou a inelegibilidade dele. O prazo não escoou. E não existe um fato novo que possa rescindir a decisão anterior”, afirmou.
A defesa de Dallagnol, por sua vez, sustenta que o arquivamento de procedimentos disciplinares no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) altera a análise do caso.
