A Meta e a Snap enfrentam um julgamento em Los Angeles, nos Estados Unidos, após duas jovens acusarem as empresas de projetar plataformas que estimulam o uso compulsivo e contribuíram para problemas de saúde mental.
O processo começa nesta quarta-feira e pode influenciar milhares de ações semelhantes no país. Em março, um júri responsabilizou a Meta e o YouTube em um caso parecido e determinou o pagamento de US$ 6 milhões (cerca de R$ 31,5 milhões).
Recursos das redes estão no centro das acusações
Identificadas nos documentos judiciais como S.J., de 16 anos, e K.D.B., de 18, as autoras afirmam que começaram a usar o YouTube aos 3 ou 4 anos e outras plataformas por volta dos 9. Elas associam recursos como reprodução automática e rolagem infinita ao uso compulsivo, que, segundo suas alegações, contribuiu para depressão, ansiedade e transtornos alimentares.
As duas entraram com ações em 2023 contra TikTok, YouTube, Meta e Snap. Antes do julgamento, chegaram a acordos com TikTok e YouTube. A jovem de Illinois também fez um acordo com a Meta. Com isso, o processo atual reúne as acusações de ambas contra a Snap e as alegações da autora do Mississippi contra a Meta.
A seleção do júri começa nesta quarta-feira, e o julgamento deve durar várias semanas. Mark Zuckerberg, CEO da Meta, Adam Mosseri, responsável pelo Instagram, e Evan Spiegel, CEO da Snap, devem prestar depoimento.
