BRASÍLIA - A atuação da Polícia Federal e as determinações do ministro Alexandre de Moraes envolvendo o senador Flávio Bolsonaro geraram reconhecimento de desconforto e contestações nos bastidores de Brasília por parte de autoridades do governo e da mais alta corte do país.
De acordo com avaliações colhidas reservadamente, a investida para impor restrições de viagens ocorreu em um momento inoportuno, servindo apenas para realimentar tensões políticas que vinham perdendo força no cenário nacional após o encerramento do processo eleitoral.
Repercussão entre ministros
Um magistrado do Supremo Tribunal Federal admitiu em caráter reservado que não adotaria tal providência neste momento, ponderando que o episódio tende a ser associado a outros casos em aberto, como a situação do filho do presidente da República no exterior.
Do lado do Palácio do Planalto, a avaliação de um auxiliar direto de Luiz Inácio Lula da Silva foi ainda mais dura, classificando a medida como um deslize estratégico que concede munição ao parlamentar para se colocar na posição de perseguido político.
