A possível indicação do governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), para o Ministério da Fazenda entrou no radar das discussões sobre a formação de uma eventual nova equipe ministerial de Luiz Inácio Lula da Silva. Embora Geraldo Alckmin seja apontado como o nome mais cotado pelo setor financeiro, Fonteles é visto como uma surpresa que não necessariamente seria recebida de forma negativa pelo mercado.
Nos bastidores do governo, a montagem da equipe ministerial é acompanhada por listas de possíveis nomes para diferentes pastas. Entre as alternativas mencionadas estão Camilo Santana, Fernando Haddad, Carlos Fávaro, além de outros nomes.
Para o economista Caio Augusto, sócio da consultoria Terraço Econômico, o diferencial de Fonteles não está necessariamente em apresentar um histórico incontestável de austeridade fiscal, mas na combinação entre experiência técnica, capacidade de articulação política e interlocução com o setor privado. Na avaliação do economista, a habilidade para negociar medidas difíceis e construir apoio político pode pesar na escolha de um ministro da Fazenda tanto quanto o histórico profissional.
Investimentos cresceram, mas déficit aumentou
Dados do Tesouro Nacional e do Balanço Geral do Estado apontam que, durante a gestão de Fonteles, os investimentos estaduais passaram de R$ 7,1 bilhões para R$ 13,1 bilhões, representando uma expansão de aproximadamente 85%, segundo os dados levantados para esta análise econômica.
