Os cortes de geração renovável no Brasil por sobra de energia na rede elétrica atingiram 18 TWh (terawatt-hora) no período de janeiro a setembro de 2026, alta de 52,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O volume corresponde a 99% do montante cortado em todo 2025, e as restrições operativas já somam prejuízos de R$ 15,5 bilhões para geradores eólicos e solares.
Os dados, antecipados ao Poder360, são de estudo da Volt Robotics, consultoria focada no setor elétrico, e serão apresentados nesta 5ª feira (29.out.2026) durante o Brazil Windpower 2026, maior encontro de energia eólica e fontes renováveis da América Latina. Leia a íntegra (PDF- 795 kB).
No Brasil, os cortes de energia renovável, conhecidos como curtailment, são executados pelo ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) para evitar desequilíbrios na rede elétrica quando há mais oferta do que capacidade de consumo ou escoamento pelo sistema.
Esses cortes resultam em desperdício de energia limpa e prejuízos bilionários para o segmento de renováveis, que, com cada vez mais frequência, é obrigado a “jogar fora” parte considerável da produção.
O levantamento considera apenas os cortes ligados à chamada ENE (Razão Energética), quando há desequilíbrio momentâneo entre a oferta e a carga, concentrado em períodos de baixa demanda e alta produção renovável.
O ONS tem ainda outras duas categorias oficiais para justificar as restrições: a REL (Razão Elétrica), que decorre de gargalos de transmissão ou…
