Durante 25 anos, Juliana Libonati construiu uma carreira que, para muita gente, representaria o destino final. Passou por diferentes posições no mercado financeiro, tornou-se gerente, gerente-geral e chegou à superintendência de um banco, responsável por operações voltadas ao segmento de alta renda.
Havia experiência, cargo, estrutura e aquilo que Juliana hoje chama de uma “suposta comodidade” da vida CLT: salário, férias, 13º e uma empresa pronta ao redor. Até que ela começou a prestar atenção no que acontecia do lado de fora.
Por volta de 2017, novos modelos de assessoria de investimentos ganharam espaço no Brasil. Clientes recebiam ofertas diferentes, profissionais começavam a observar os escritórios independentes e plataformas financeiras ampliaram a competição em um mercado historicamente concentrado nos bancos. Juliana decidiu entender aquela movimentação antes de simplesmente reagir a ela.
A curiosidade profissional acabou se transformando em uma pergunta pessoal: e se, depois de mais de duas décadas trabalhando dentro da estrutura de outra instituição, fosse possível construir a própria?
Em 2022, recebeu propostas da XP para que conhecesse mais de perto o modelo ajudaram a tirar a ideia do campo da observação. O passo seguinte significava trocar uma carreira consolidada pelo risco de começar novamente, ainda que não exatamente do zero.
“É preciso coragem.
