O balanço global de cacau da temporada 2025/26 foi revisado para um superávit de 494 mil toneladas, consolidando o maior movimento de recomposição da oferta desde 2020/21. Os dados constam na quinta e última revisão do relatório da StoneX Brasil, elaborada pelo analista Lucca Bezzon e Leonardo Rossetti, especialista de Inteligência de Mercado.
A revisão, referente ao ciclo de outubro a setembro, foi impulsionada principalmente pelo aumento das estimativas de produção nos principais países produtores. Na Costa do Marfim, a projeção foi ajustada para 2,05 milhões de toneladas.
O Equador encerrou o período com exportações recordes, enquanto o Brasil registrou uma das melhores safras da série histórica. Em Gana, informações que citam o Cocobod, órgão regulador do setor cacaueiro do país, indicam uma produção próxima de 700 mil toneladas.
Camarões foi uma exceção entre as origens analisadas. Segundo o relatório, o país foi afetado pelas temperaturas elevadas e pela intensificação do fenômeno climático Harmattan, caracterizado por ventos secos que atingem partes da África Ocidental.
Pelo lado da demanda, a StoneX elevou a estimativa em 30 mil toneladas, para 4,69 milhões de toneladas. O ajuste ocorreu após a moagem de cacau apresentar resultado acima do esperado no terceiro trimestre.
