Flávio Bolsonaro em pronunciamento após perder eleição.
Agustin Marcarian/Reuters
As investigações que miram Flávio Bolsonaro (PL-RJ) podem permanecer no Supremo Tribunal Federal (STF) mesmo depois dele perder cargo no Congresso.
O senador deixou o Brasil e chegou aos Estados Unidos com a família nesta quarta-feira (28), após ser derrotado por Lula (PT) na disputa pela Presidência da República.
Seu mandato como senador termina em 2027. Com a derrota nas urnas, ele deixará de exercer um cargo público e, por isso, não terá mais foro privilegiado em razão do mandato de senador.
Isso, porém, não significa que as investigações que já tramitam no Supremo serão automaticamente enviadas à primeira instância.
Veja quais são as investigações contra Flávio Bolsonaro
Em 2025, o STF decidiu que, quando o crime investigado tiver sido praticado durante o exercício do cargo e estiver relacionado às funções desempenhadas pela autoridade, o foro é mantido mesmo após o fim do mandato.
🔎 O chamado foro privilegiado, tecnicamente denominado foro por prerrogativa de função, é a regra que determina que determinadas autoridades sejam investigadas e julgadas criminalmente por tribunais específicos em razão dos cargos que ocupam. No caso de senadores, crimes ligados ao exercício do mandato são analisados pelo STF.
Investigações que miram Flávio Bolsonaro podem permanecer no STF mesmo após perda do foro privilegiado; entenda
