Foi uma bagunça. E funcionou. A fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil foi recheada de versões contraditórias, informações antecipadas sobre seu paradeiro e possíveis conexões internacionais. Enquanto aliados anunciavam sua chegada aos Estados Unidos, o senador ainda estava em território brasileiro. A cronologia dos acontecimentos levanta dúvidas sobre quem conhecia o plano e quem pode ter contribuído para sua execução.
O principal articulador político da operação teria sido Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde o ano passado, também fugindo da Justiça. Em conversas com integrantes do governo Donald Trump, ele e o ex-apresentador da Jovem Pan Paulo Figueiredo defendiam a necessidade de acolher Flávio caso a disputa eleitoral terminasse em derrota. O próprio Eduardo fez uma declaração a favor da viagem na última sexta-feira - o que embasou o pedido da PF para reter os passaportes do senador.
Segundo O Globo, na tarde de ontem, o ex-policial militar André Porciuncula, disse a jornalistas que o senador estava em um voo para Miami. Horas depois, confirmou que a aeronave havia pousado na cidade. A informação falsa foi fornecida pelo próprio Eduardo.
A participação americana aparece na sequência. Durante a tarde de terça-feira (27), fontes ligadas ao governo Trump afirmaram à imprensa que ele já havia chegado aos Estados Unidos. Às 17h39, interlocutores americanos reiteraram a informação.
