São Paulo, A defesa de Fernando Sastre de Andrade Filho, réu por ter matado um motorista de aplicativo enquanto dirigia um Porsche em alta velocidade, vai tentar convencer o júri que o empresário deve responder por homicídio culposo, quando não há intenção de matar. O acidente aconteceu na zona leste de São Paulo em março de 2024, e começa a ser julgado nesta quarta-feira (28/10).
Jonas Marzagão (foto de destaque), que faz a defesa de Sastre, falou com a imprensa ao chegar ao Fórum Criminal da Barra Funda. Ele afirmou que o empresário não assumiu que consumiu bebida alcoólica antes do acidente. Mas o advogado citou que a comanda do bar em que Sastre, a namorada e um casal de amigos estiveram naquela noite aponta o consumo de oito drinks.
“A comanda [mostra que] são oito drinks, quatro pessoas. Marcus Vinícius [amigo que estava no carro com Sastre no momento do acidente e ficou gravemente ferido] assume que tomou dois drinks; Juliana [namorada de Marcus], dois; e a Giovana [namorada de Sastre], dois.
Então, no máximo, sobraria o Fernando, dois”, disse o advogado.
Para Marzagão, os depoimentos vão mostrar que o grupo não estava embriagado “do jeito que falam”. Ele também afirmou que uma das testemunhas, que é uma PM que atendeu a ocorrência, afirmou em juízo que Sastre não estava bêbado e que não havia bafômetro na ocasião para fazer o teste. A policial permitiu que o empresário deixasse o local do acidente.
