A raça Sindi pode aumentar a eficiência reprodutiva e reduzir custos na pecuária brasileira. Com precocidade sexual, habilidade materna e adaptação a ambientes com restrição alimentar, o bovino zebuíno surge como alternativa para produtores que buscam melhorar os resultados do rebanho sem ampliar os investimentos em pastagens e insumos.
Em entrevista ao programa A Força do Agro, da Revista Oeste, o administrador rural Benjamim Guimarães, mestre em sistemas produtivos e qualidade de carne e gestor executivo do projeto Pecuária Sintrópica, explicou as vantagens da genética Sindi nos cruzamentos industriais.
Segundo Guimarães, a raça reúne aptidão para carne e leite, fertilidade e características que favorecem o desempenho dos animais. Nos cruzamentos com outras raças zebuínas, como Nelore e Guzerá, o Sindi pode proporcionar ganhos de precocidade por meio da heterose, fenômeno que resulta do cruzamento entre grupos genéticos distintos.
Raça Sindi favorece a precocidade reprodutiva
Um dos principais diferenciais está na idade de entrada das fêmeas em reprodução. De acordo com o especialista, novilhas com 14 meses podem estar prenhes em sistemas bem manejados, enquanto em outros modelos de criação a primeira gestação pode ocorrer por volta dos 24 meses.
A antecipação reduz o período improdutivo das fêmeas e pode melhorar o aproveitamento econômico do rebanho. A habilidade materna também contribui para o desenvolvimento dos bezerros.
