As políticas públicas voltadas ao setor de energia elétrica terão custado quase R$ 48 bilhões aos consumidores ao final de 2026. O valor integra o Orçamento da CDE (Conta de Desenvolvimento Energético), aprovado na 3ª feira (27.out.2026) pela diretoria da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica).
A CDE é um fundo setorial que destina recursos para financiar políticas públicas aprovadas pelo governo e pelo Congresso, subsídios e programas do setor elétrico, como tarifa social, Luz para Todos e incentivos a fontes renováveis.
A maior parte desse montante é custeada pelos consumidores através da chamada CDE-Uso, embutida na tarifa mensal de energia elétrica. Neste ano, a CDE totalizou R$ 52,66 bilhões, alta de 7% na comparação com 2025, enquanto a CDE-Uso, que foi de R$ 47,8 bilhões, teve alta de 15,4% em relação ao ano passado.
O restante dos valores que não são pagos pelos consumidores vem dos pagamentos por UBP (Uso de Bem Público), multas aplicadas pela Aneel a agentes, recursos da Reserva Geral de Reversão e, em alguns casos, de verbas do Orçamento Geral da União.
