Partidos árabes crescem no parlamento de Israel, diz pesquisa
No impasse que se estabeleceu o cenário pós-eleitoral em Israel, há uma certeza: o expressivo desempenho dos partidos árabes, que conquistaram 19 cadeiras no Parlamento, dá a eles um papel decisivo para a formação de um novo governo.
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Pode-se afirmar que a oposição ao primeiro-ministro Benjamin Netanyahu venceu as eleições, adicionando os dois partidos árabes, Raam e Lista Conjunta, ao bloco sionista liderado pelo ex-chefe do Exército Gadi Eisenkot. Juntos, somariam 66 cadeiras e formariam a maioria parlamentar no Knesset capaz de desmantelar o governo extremista consolidado pelo atual premiê.
O problema é como viabilizar, na prática, essa alternativa. Sem eles, o bloco de Eisenkot tem 47 assentos e o de Netanyahu, 54, com 77% dos votos apurados. Ambos estão aquém da maioria exigida de 61 deputados.
Experiências anteriores mostram que formar uma coalizão governista com a integração dos árabes é um desafio intrincado. O Raam fez parte, em 2021, do governo dividido entre Naftali Bennett e Yair Lapid, que durou apenas um ano. Mas, no cenário atual, em que a participação desses eleitores foi recorde e se refletiu no resultado, torna-se impossível ignorar o peso dessa parcela do eleitorado.
O bloco de Netanyahu descarta completamente a opção e a recíproca é verdadeira.
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