O crescimento dos partidos árabes nas eleições israelenses é apontado como o principal destaque do pleito. Em entrevista à CNN, Eduardo Wurzmann, presidente do instituto Brasil-Israel, analisou os resultados parciais e afirmou que o aumento da representação árabe no parlamento pode obrigar os demais partidos a negociarem com essa minoria para a formação de um governo.
Com cerca de 70% a 75% das urnas apuradas no momento da entrevista, o cenário mostrava que nenhum dos blocos principais havia alcançado a maioria necessária de 61 assentos na Knesset, o parlamento israelense, composto por 120 deputados.
Queda de desempenho e impasse na formação do governo
Wurzmann destacou que o bloco liderado por Benjamin Netanyahu, que no governo atual conta com uma maioria de 67 ou 68 assentos, estava projetado para cair para cerca de 54 cadeiras.
“Por um lado, é uma clara indicação que ele piorou. Por outro lado, hoje, a oposição não tem condições de formar um governo sem a participação, a presença dos partidos árabes“, afirmou Wurzmann.
O especialista explicou que, após a instalação da nova Knesset, prevista para ocorrer em até sete ou oito dias, o presidente de Israel, Isaac Herzog, consultará os líderes de todos os partidos para identificar quem deve liderar o governo.
A partir das respostas recebidas, Herzog fará o convite a uma pessoa para tentar formar uma maioria. Essa pessoa terá entre 21 e 28 dias para concluir as negociações.
