Uma possível falha humana na gestão do tráfego ferroviário está entre as principais hipóteses investigadas para explicar a colisão entre dois trens de alta velocidade ocorrida na manhã desta quarta-feira (28/10), nas proximidades da estação de Urda, na província de Toledo, na Espanha. O acidente deixou 30 mortos e cerca de 80 feridos. As autoridades temem que o número de vítimas aumente durante as operações de resgate.
Segundo informações divulgadas pelo jornal El País, fontes do governo espanhol apontam que um operador do centro de controle ferroviário de Atocha, em Madri, pode ter autorizado equivocadamente a retomada da circulação de um trem AVE, da empresa Renfe, enquanto uma composição da Iryo permanecia parada nos trilhos.
A hipótese considera que uma falha no sistema principal de sinalização teria obrigado os responsáveis pelo controle da circulação a adotar procedimentos manuais. Nesse cenário, uma ordem incorreta teria permitido que o AVE avançasse pela via e atingisse a composição da Iryo. As circunstâncias, porém, ainda precisam ser confirmadas pela investigação.
Colisão entre vagões
A colisão ocorreu por volta das 8h54, no horário local, em um trecho da linha de alta velocidade que liga Madri à Andaluzia. De acordo com informações dos serviços de emergência, dois vagões da composição da Iryo descarrilaram e caíram de um aterro após serem atingidos pelo trem da Renfe.
Mais de 540 pessoas viajavam nas duas composições.
