Belo Horizonte, A vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL), no segundo turno das eleições presidenciais, no último domingo (25/10), desencadeou campanhas de boicote contra empresas, comerciantes e profissionais acusados de apoiar o petista em Minas Gerais.
Nas redes sociais, listas com nomes de estabelecimentos passaram a circular, acompanhadas de mensagens incentivando consumidores a deixar de comprar produtos e contratar serviços de pessoas identificadas como eleitoras de Lula.
Há registros de mobilizações em diversas cidades do interior do estado. Em alguns casos, as manifestações também incluem incentivos à demissão de trabalhadores por divergências políticas.
A repercussão levou subseções da Ordem dos Advogados do Brasil em Minas Gerais (OAB-MG) a divulgar notas públicas repudiando as iniciativas e alertando para possíveis consequências jurídicas de práticas que ultrapassem os limites da liberdade de expressão.
OAB repudia boicotes e alerta para consequências jurídicas
Em Lavras, no Sul de Minas, a 17ª Subseção da OAB-MG divulgou uma nota, nessa terça-feira (27/10), manifestando repúdio a iniciativas que estimulem boicotes, práticas intolerantes ou retaliações contra comerciantes e profissionais liberais, especialmente advogados e advogadas, por divergências ideológicas e políticas.
