O acidente na província de Toledo marca o terceiro desastre ferroviário na Espanha este ano.
Em janeiro, dois trens de alta velocidade colidiram perto de Adamuz, na província de Córdoba, no sul da Espanha, deixando mais de 40 mortos.
A colisão ocorreu depois que a parte traseira de um trem que seguia para o norte descarrilou e invadiu a via adjacente, por onde se aproximava um trem que seguia na direção oposta.
Mais de cem pessoas ficaram feridas, informaram as autoridades na ocasião.
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Esse acidente também resultou na morte de um dos maquinistas e desencadeou uma greve nacional, na qual se exigia maior segurança para os profissionais ferroviários, em meio a uma série de episódios como este por toda a Espanha.
Antes dessa colisão, o Semaf, sindicato dos maquinistas do país, já havia manifestado preocupação com o fato de as altas velocidades causarem vibrações e, consequentemente, desgaste nas linhas ferroviárias de alta velocidade, segundo relatou uma fonte do sindicato à CNN na época.
O acidente em Adamuz foi o mais grave na rede ferroviária espanhola desde a tragédia ocorrida na Galícia, em 2013, quando 79 pessoas morreram e 144 ficaram feridas após um trem colidir e pegar fogo perto da cidade de Santiago de Compostela.
