A Polícia Civil do Rio de Janeiro e o Ministério Público do Estado deflagraram, nesta quarta-feira (28), a Operação Dominus, contra uma organização criminosa ligada ao CV (Comando Vermelho) suspeita de controlar a venda de gás de cozinha em comunidades dominadas pelo tráfico de drogas.
A investigação identificou um esquema de monopólio da comercialização do produto, com extorsão de comerciantes e cobranças periódicas conhecidas como “metas do gás”. Segundo a apuração, o grupo utilizava o domínio territorial da facção para restringir a livre concorrência e arrecadar recursos para financiar as atividades criminosas.
A operação prevê o cumprimento de nove mandados de prisão e 44 de busca e apreensão, além do bloqueio de mais de R$ 350 milhões em ativos financeiros e do sequestro de bens vinculados aos investigados.
Coordenada pela DDSD (Delegacia de Defesa dos Serviços Delegados) e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do MPRJ, a ação conta com o apoio de outras unidades especializadas da Polícia Civil.
Como funcionava o esquema
De acordo com as investigações, comerciantes eram obrigados a comprar gás de fornecedores vinculados à organização criminosa ou a realizar pagamentos periódicos ao grupo, sob ameaça de retaliações.
As cobranças, chamadas de “metas do gás”, funcionavam como um mecanismo sistemático de arrecadação de dinheiro.
