VITÓRIA DO MEARIM - Mau cheiro persistente, invasão de mosquitos, poeira e fuligem cobrindo as residências. Esses são os transtornos que moradores do bairro João Diogo, situado às margens da MA-014, próximo à entrada de Vitória do Mearim no sentido de Viana, afirmam enfrentar todos os dias.
Segundo relatos da própria comunidade, a situação se tornou crítica há cerca de dois anos, período em que descartes clandestinos de lixo e queimadas sucessivas passaram a ocorrer em um terreno que havia sido arrendado pelo poder público municipal para receber apenas materiais orgânicos.
De área de poda a depósito descontrolado
De acordo com os moradores, o espaço foi arrendado há mais de uma década com a finalidade exclusiva de receber resíduos vegetais, como galhos, folhas secas e restos de podas de árvores. Na época da contratação, o município teria assumido formalmente o compromisso de cercar o terreno, instalar portão com cadeado, disponibilizar vigilância constante e enviar maquinário pesado a cada dez dias para realizar o manejo e a limpeza do solo. Contudo, de acordo com os moradores, nenhuma dessas obrigações saiu do papel.
Sem barreiras físicas ou vigilância, a área foi progressivamente invadida pelo descarte desordenado. Nos últimos dois anos, pessoas vindas de diferentes localidades passaram a descarregar no local cargas de pneus velhos, plásticos industriais, eletrônicos e outros rejeitos tóxicos, transformando o endereço em um lixão a céu aberto.
